CLOUD: Migração para nuvem já é realidade

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Migração para a nuvem já é realidade

Por Alan Yukio Oka, gerente de Serviços Cloud da TOTVS

Qual é a principal commodity dos sistemas de tecnologia de sua empresa? Há menos de cinco anos, você não teria dúvida em apontar as modernas máquinas que adquiriu, dotadas de alta capacidade de memória e aptas a resolver as equações mais complicadas. As ondas de tecnologia, no entanto, substituem rapidamente suas necessidades.

Se perguntarmos novamente hoje qual a principal commodity dos sistemas de tecnologia de sua empresa, a resposta será tão curta quanto clara: informação e conectividade.

As máquinas pesadas dos anos 1970, substituída pelos PCs na década de 1990 e posteriormente por equipamentos cada vez mais leves, hoje são apenas um meio de rodar suas informações. Muitas vezes, eles nem sequer fazem parte do processo – seu smartphone está aí para dar respostas de maneira mais rápida e eficiente, poupando deslocamentos.

Essa transformação atende a uma revolução ainda em execução, a dos serviços em cloud, a chamada computação em nuvem. Ela substitui os softwares, profissionais ou caseiros, responsáveis por organizar os processos das empresas. Com a sofisticação e, sobretudo, possibilidade de mobilidade, o serviço em cloud facilitou o acesso a sistemas de tecnologia.

O modelo de conectividade pode ser percebido em serviços corriqueiros, acessados a qualquer dia e hora. Seus filmes não estão mais armazenados em dezenas de caixinhas de VHS ou DVD, mas no serviço por streaming Netflix. As músicas que você ouve podem não estar mais registradas em discos, CDs ou LPs, e sim no Spotify ou no Deezer. Serviços disruptivos, como o Uber e o Airbnb, dispensam grandes edifícios-sede e a necessidade de um interlocutor para chegar a objetivos como conseguir um carro para deslocamento ou um local para se hospedar, respectivamente.
Todos esses serviços vêm embalados na grande onda das informações em nuvem, que dispensam acervos gigantes e facilitam a comunicação do negócio diretamente com o cliente – ou a chamada relação BtoC, sigla em inglês para a relação direta entre negócio e consumidor.

No mundo corporativo, as receitas são as mesmas. Se antes era preciso um alto investimento para a compra de licenças de softwares, hoje o acesso a esses recursos é facilitado pelas assinaturas de serviços em nuvem – mais baratas e com um conjunto de facilidades que inclui manutenção e o aparato de migração do sistema atual para a nuvem.

Na TOTVS, a assinatura dos serviços em nuvem surpreendeu no início do ano ao superar pela primeira vez as novas licenças de serviços on premises, aqueles rodados por meio de licenças de softwares. Hoje, a empresa calcula que 98% de novos usuários de seus sistemas optam pelo cloud, sobretudo as pequenas empresas. Na visão do presidente da TOTVS, Laércio Cosentino, 70% das médias empresas entrantes aderem ao cloud. Nas grandes, essa proporção ainda está dividida, mas ele crê que, em cinco anos, toda a migração estará realizada. Não executar serviços em nuvem será o mesmo que descartar a internet nos dias de hoje.

O projeto de “cloudificação” da TOTVS começou em 2013, com o objetivo de criar o sistema em nuvem e adaptar seus produtos, fazendo softwares rodarem na nuvem, em uma plataforma para atender em larga escala. O objetivo era criar automação, para que os clientes tivessem uma camada de autosserviço e pudessem gerenciar o seu ambiente de trabalho na nuvem.

Desde 2014, já prevíamos não só a entrada de novos clientes como o aumento no volume de migração do software para a nuvem. Nesse segundo caso, foi preciso recorrer à metodologia de projetos. Não bastava simplesmente trazer o backup dos clientes para a nuvem. Um time de pré-vendas passou a estudar o modelo e desenhar a melhor solução. Então, passou-se à segunda etapa: fazer o filtro das personalizações e integrações do software, caseiro ou não. Na nuvem, imperfeições são corrigidas para que o modelo seja executado de maneira padronizada.

Essa migração atende ao desejo do empreendedor de não administrar mais uma grande estrutura – a assinatura de um serviço em nuvem faz isso por ele. Em vez de grandes máquinas, os departamentos preferem trabalhar com serviços (algo similar à forma como se usam o Netflix e o Uber). A transição é tudo o que querem, com os serviços na nuvem sendo administrados por equipes especializadas. Backups que antes eram guardados em cofre hoje estão mais seguros em nuvens específicas, criadas justamente para que o acervo não seja reciclado no computador.

E voltamos às constantes ondas de mudanças na tecnologia. Se antes o dimensionamento das estruturas das empresas era feito para atender aos softwares utilizados, atualmente, as pessoas não querem mais isso. Querem consumir o serviço, como o Uber e o Airbnb. Não importa mais qual o equipamento disponível, elas querem usar seus sistemas em nuvem. Gerentes de TI que antes se vangloriavam da infraestrutura robusta, gastando muito dinheiro com isso, hoje desejam adquirir tranquilidade. Esse é o segredo das contratações de serviços em cloud.

A indústria já teve como base um modelo de substituição de bens. Agora, com serviços por assinatura, tira-se o peso operacional e de manutenção e passa-se a gastar dinheiro em outras coisas. Muitos gestores estão estudando e implantando ferramentas mais modernas, estudam o big data e gastam energia em outras tecnologias. O serviço em nuvem é o grande alicerce da internet das coisas, com processos integrados. O ser humano estará lá apenas para usar a informação.

Fonte: totvs.com

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